Archive for novembro \29\UTC 2008

Mesa Redonda

11/29/2008

A TV Gazeta foi inaugurada no dia 25 de janeiro de 1970 e o programa Mesa Redonda Futebol Debate está no ar, aos domingos, desde 1985. No entanto, a origem da atração é bem anterior a essa data.

Em março de 1970 foi feito um programa especial sobre a seleção brasileira intitulado Mesa Redonda Esportiva, apresentado por Milton Peruzzi. O programa deu tão certo que continuou sendo exibido todas as segundas-feiras durante muitos anos. Onze na Copa e Mesa Redonda Futebol é com Onze foram outros nomes da atração, que contava com grandes jornalistas como Zé Italiano, Peirão de Castro, Roberto Petri e Dalmo Pessoa. Em 1985, o Mesa Redonda Futebol Debate voltou à programação da TV Gazeta apresentado pelo jornalista Roberto Avallone. Em 2003, mudou de comando e passou a ser ancorado por Flávio Prado.

Atualmente, o programa conta com um time de primeira, composto pelos comentaristas Wanderley Nogueira, Chico Lang, Fernando Soléra, Dalmo Pessoa e a apresentadora Michelle Giannella. Há 22 anos, todos os domingos, o Mesa Redonda Futebol Debate vai ao ar com o melhor do futebol brasileiro. É o programa de maior credibilidade no meio esportivo e grande pioneiro do debate na televisão brasileira.

Mesa Redonda

Mesa Redonda

Site do programa: www.tvgazeta.com.br/mesaredonda/

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Esporte é Cultura

11/27/2008

Era de Orlando Duarte o célebre jargão “Esporte também é Cultura”. Num estilo sóbrio, a área de esportes, nos primeiros anos, deu ênfase aos esportes amadores. Tinha como importante ponto de apoio o “gafanhoto”, o equipado ônibus de externa da emissora, que recebeu o apelido por ser todo verde.

Orlando Duarte entre Mário Travaglini e Rubens Minelli

Orlando Duarte entre Mário Travaglini e Rubens Minelli

A TV Cultura foi pioneira na cobertura dos esportes amadores. Fazíamos transmissões de tênis, automobilismo, vôlei, basquete, hipismo e atletismo. Ainda lembro das partidas memoráveis da Taça Davis e também dos amistosos internacionais de futebol, que transmitimos ao vivo.

Luís Noriega, pioneiro da equipe esportiva da TV Cultura. Em 1999, sócio da LMN, agência de assessoria em mercadologia, e vice-presidente da Federação Paulista de Tênis.

Os primeiros programas esportivos foram “História do Esporte” e “É Hora de Esportes”, este último com longa carreira na grade da emissora. Inevitavelmente, o tema principal era o futebol, mesmo porque o surgimento da TV Cultura coincidiu com o ano de preparação da seleção brasileira para a campanha do tricampeonato em 1970, no México.

Não por acaso, a estréia do programa de variedades “A Verdade de Cada Um” exibido aos sábados, abordou o tema: foi com o ex-técnico da seleção Vicente Feola, que explicou as vitórias e derrotas do Brasil nas Copas do Mundo. Na época, era viva a lembrança do retumbante fracasso da seleção brasileira no Mundial da Inglaterra, em 66.

Retirado de: http://br.geocities.com/tevebrasil/cultura4.htm

Dica para os curiosos

11/27/2008

Ai vai uma dica para quem se interessa em saber quais programas esportivos a Rede Globo já transmitiu e transmite até hoje. É so acessar o link http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,5273-p-19361,00.html

Luiz Mendes

11/27/2008

Luiz Mendes chama-se Luiz Pinêda Mendes. Nascido em 09 de junho de 1924, em Palmeira das Missões, interior do Rio Grande do Sul, é filho de Joaquim Mendes e Maria Del Carmen Pinêda. Luiz nasceu e se criou nos “pampas”. Começou a trabalhar numa estação de auto-falantes, em sua própria cidade. Gostava também de futebol, e jogava no time juvenil. Foi para a capital, Porto Alegre, e fez teste na Rádio Farroupilha. Passou, e foi contratado como locutor.

Foto de Luiz Mendes

Foto de Luiz Mendes

Seu primeiro aparelho de rádio foi comprado ainda no interior e foi nele que ouviu a voz de Dayse Lúcide, menina, numa peça de rádio-teatro. Luiz se encantou com aquele trabalho, mas nunca poderia imaginar que seria ela sua futura esposa. Chegou ao Rio de Janeiro com 19 anos, já na locução esportiva. Ingressou na Rádio Globo em 1944. Heron Domingues o apoiou e foram morar juntos, numa pensão chamada “Renascença”. Conta a história que, embora contratado como locutor comercial, Luiz Mendes logo passou para o esporte da Rádio Globo, pois Galiano Neto, o titular, faltou a uma transmissão. Alvoroço, confusão, Luiz Mendes disse: “Eu posso transmitir isso”. No dia seguinte foi chamado pelo Presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho, e foi conversar com ele na redação de O Globo. Passou definitivamente a locutor esportivo da Rádio Globo. Houve, em 1946, um concurso com o público carioca, para saber quem era o melhor locutor esportivo da cidade.

O gaúcho Luiz Mendes ganhou, concorrendo com os grandes nomes de então. Foi para a TV Rio e, por 15 anos dedicou-se exclusivamente à TV. Fez também os programas: “TV-Rinque” e “A Grande Revista Esportiva Facit”. Participou da primeira transmissão à cores, no Rio de Janeiro, em 19 de fevereiro de 1972. Participou de 13 Copas do Mundo, das 16 que existiram. Não fez as três primeiras, por ser criança. Passou a comentarista na Rádio Globo e conquistou muitos prêmios ao longo da carreira, entre eles uma placa comemorativa, da Rádio Globo, recebida das mãos do próprio Roberto Marinho. Casado há 51 anos com a comunicadora e radioatriz Dayse Lúcide, tem um filho, que lhe deu netos e agora uma bisneta.

Nelson Rodrigues

11/27/2008

Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nélson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Seu pai, o ex-deputado federal e jornalista Mário Rodrigues, perseguido politicamente, resolveu estabelecer-se na então capital federal em julho de 1916, empregando-se no jornal Correio da Manhã, de propriedade de Edmundo Bittencourt.

Foto de Nélson Rodrigues

Foto de Nélson Rodrigues

Segundo o próprio Nélson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XX e suas tensões morais e materiais.

Sua infância foi marcada por este clima e pela personalidade do garoto Nélson. Retraído, era um leitor compulsivo de livros românticos do século XIX. Nesta época ocorreu também para Nélson a descoberta do futebol, uma paixão que conservaria por toda a vida e que lhe marcaria o estilo literário.

Na década de 1920, Mário Rodrigues fundou o jornal A Manhã, após romper com Edmundo Bittencourt. Seria no jornal do pai que Nélson começaria sua carreira jornalística, na seção de polícia, com apenas treze anos de idade. Os relatos de crimes passionais e pactos de morte entre casais apaixonados incendiavam a imaginação do adolescente romântico, que utilizaria muitas das histórias reais que cobria em suas crônicas futuras. Neste período a família Rodrigues conseguiria atingir uma situação financeira confortável, mudando-se para o bairro de Copacabana, então um arrabalde luxuoso da orla carioca.

Apesar da bonança, Mário Rodrigues perderia o controle acionário de A Manhã para o sócio. Mas, em 1928, com o providencial auxílio financeiro do vice-presidente Fernando de Melo Viana, Mário fundou o diário Crítica.

Como cronista esportivo, Nélson escreveu textos antológicos sobre o Fluminense Football Club, clube para o qual torcia fervorosamente[2]. A maioria dos textos eram publicados no Jornal dos Sports. Junto com seu irmão, o jornalista Mário Filho, Nélson foi fundamental para que os Fla-Flu tivessem conquistado o prestígio que conquistaram e se tornassem grandes clássicos do futebol brasileiro. Nélson Rodrigues criou e evocava personagens fictícios como Gravatinha e Sobrenatural de Almeida para elaborar textos a respeito dos acontecimentos esportivos relacionados ao clube do coração.