História da Band

A trajetória da Rede Bandeirantes de televisão iniciou-se nos anos 60, como parte integrante de um projeto de expansão das empresas de João Jorge Saad na área das telecomunicações.

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Depois de vários anos dedicados a inúmeras estratégias de criação, inaugurava-se, no dia 13 de maio de 1967, a TV Bandeirantes de São Paulo, canal 13. Um show de bossa nova abriu as transmissões da nova emissora, fruto de um elevado investimento em qualidade. Com uma programação inicialmente baseada em musicais, telenovelas e variedades, a TV Bandeirantes conquistava cada vez mais a simpatia não só de um público voltado para as classes mais elevadas, como também do mercado.

Mas, infelizmente, o inesperado ocorreu em 1969; um incêndio destruiu os estúdios e boa parte de seu patrimônio, comprometendo severamente a sua programação. Como medida de emergência para que a emissora sobrevivesse, os enlatados e filmes passaram a ser o carro-chefe de sua programação. Neste período, a TV Bandeirantes segmentou-se como uma simples exibidora de produções estrangeiras e curiosamente, não perdeu a simpatia com seus telespectadores e nem com o mercado publicitário, como também não desistiu do ambicioso projeto de constituição de uma rede em condições de competir com a Globo. Mesmo sem seus estúdios, com poucos equipamentos e com uma programação centralizado em filmes e enlatados, a TV Bandeirante ainda produzia mesmo que artesanalmente, alguns especiais.

Em meados da década de 70, sua programação demonstrou alguns sinais de recuperação, com a retomada da produção de musicais, bem como um jornalismo mas analítico, este situando a TV Bandeirantes em uma trajetória mais alta de mercado voltada apara um público mais utilizado.

Em setembro de 1977, inaugurou-se no Rio de Janeiro, a TV Guanabara, canal 7, emissora responsável pela concretização da Rede Bandeirantes de Televisão. Aquela simples programação voltada apenas para a capital paulista passaria a ser transmitida para todo o Brasil, a partir da inauguração de sua afiliada carioca. De fato, a Bandeirantes sempre teve como objetivo a construção de uma grande rede competitiva em termos de mercado nacional.

Em 1978, a programação da emissora encontrava-se cada vez mais diversificada, com a retomada de seu departamento de telenovelas. Um ano depois, já mantinha três novelas diárias, à semelhança de sua principal concorrente da época a Globo, com a qual pretendia competir em pé de igualdade, inclusive do ponto de vista da produção. Além de telenovelas, a Bandeirantes contratou ainda em 1989 alguns nomes populares como: Chacrinha, Hebe Camargo e Moacyr Franco . Nesta época, a emissora alcançava a segunda colocação no ranking de audiência em São Paulo, disputando esta posição com a Record e a Tupi.

A briga pela audiência torna-se cada vez mais acentuada em São Paulo, com a entrada do SBT no ar em 1981. Um ano depois, a audiência da rede Bandeirantes decaiu para a quarta posição: O SBT já nascia consolidando o segundo lugar, seguido pela Record em terceiro. Aparentemente preocupada com sua expansão, em vez de audiência, a Bandeirantes conquista cada vez mais públicos diversificados em todo Brasil. Na década de 80, sua grade de programação foi substituída por nomes como Edson Cury(bolinha), Hebe Camargo e Flávio Cavalcanti, infantis como “TV Tutti Frutti”, “TV Criança”, “TV fofão”, dentre outros que apresentavam desenhos animados dos estúdio Hamma Barbera além de filmes, seriados como “Jeannie É um gênio”, “A feiticeira”, “Chips” e “ O Gordo e o magro”, jornalísticos, programas de debates e entrevistas, variedades e transmissão esportiva, esta última consagrando-se como carro-chefe da emissora a partir de 1984, com a estréia de “Show do esporte”, a maior concentração de programas esportivos da televisão brasileira, capitaneado pelo narrador esportivo Luciano do Valle.

No final dos anos 80, a posição da Rede Bandeirantes no ranking de audiência em São Paulo oscilava entre o terceiro e o quarto lugar, encontrando-se em disputa direta com a Rede Manchete. Nos anos 90, as transmissões esportivas ganharam cada vez mais espaço dentro da grade de programação da Bandeirantes, que consagrava-se cada vez mais como “Canal do esporte” e passava a adotar o apelido de “Band” . A partir de 1992, esporte, jornalismo e filmes formavam o tripé da programação da emissora, que não parava de crescer em número de afiliadas. Também faziam parte da sua grade, em meados da década de 90, programas de entrevistas como “Flash”e “Silvia Popovic” games shows, como “SuperMarket” e “Melhor de todos”

Atualmente, a Rede bandeirantes tenta cada vez mais desligar-se do slogan “canal do esporte”, investindo nas mais variadas áreas de produção como programas femininos, jovens, infantis, sitcoms (comédias de situação) e enlatados, além de um reforço especial em seu jornalismo. O departamento de esportes da emissora foi terceirizado e agora está sobre os cuidados da Traffic, produtora especialmente dedicada a transmissão de eventos esportivos. Investe em uma programação alternativa, buscando um público mais qualificado, algo que sempre se destacou na história da emissora.

Retirado de: http://www.mundodatv.com.br/emissoras/band.asp

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